Acre é o estado com menor registro de afastamento por trabalho infantil, aponta MTE
11/02/2026
(Foto: Reprodução) Mais de 1,6 milhão de criança estão em trabalho infantil
Com registro de um caso de afastamento por trabalho infantil em 2025, o Acre ocupa o último lugar no ranking entre os estados do Brasil, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho.
Os dados foram divulgados na última segunda-feira (9) e, segundo o órgão, tem como objetivo reforçar as políticas de enfrentamento ao trabalho infantil.
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A pesquisa mostra ainda que, além do Acre, os estados do Amapá e Tocantins também apresentam os menores registros de afastamento por trabalho infantil na região Norte, com sete e 22 casos respectivamente.
Ainda na região, Roraima, com 116 casos, Pará, com 84, e Rondônia com 77, lideram com as maiores ocorrências de afastamento por trabalho infantil. Veja no gráfico abaixo.
No cenário nacional, o levantamento detalha também que, em 2025, foi registrado o melhor resultado no combate ao trabalho infantil desde 2017, com cerca de 4,3 mil crianças e adolescentes dessas situações.
De acordo com o MTE, 80% delas eram submetidas às piores formas de exploração, principalmente aquelas que envolvem graves riscos à saúde, à segurança, ao desenvolvimento e à integridade moral.
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O estado de Minas Gerais liderou o ranking nacional com o maior número de resgates registrados. Ao todo, 830 crianças e adolescentes foram afastados do trabalho infantil.
Já os estados de São Paulo, com 629 ocorrências, e Mato Grosso do Sul, com 235, ocupam a segunda e terceira posição no ranking nacional.
Acre teve 1 registro de afastamento por trabalho infantil
Valter Campanato/Agência Brasil
Atuação integrada
Ainda conforme o MTE, o trabalho realizado pela Auditoria Fiscal do Trabalho tem como base quatro eixos estratégicos:
atuação orientada por dados e evidências;
combate sustentável às diversas formas de trabalho infantil, com adoção de novas metodologias e instrumentos de intervenção;
fortalecimento das capacidades técnicas dos auditores-fiscais do Trabalho;
e aprimoramento da gestão da Inspeção do Trabalho.
Entre os avanços no combate ao trabalho infantil, o ministério destaca a consolidação do Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho Infantil (GMTI) que, em 2025, passou a contar, pela primeira vez, com uma equipe fixa de fiscalização.
A equipe atua, de forma integrada a outras políticas públicas de proteção à criança e ao adolescente, em todo o território nacional e tem como principal foco as regiões e setores econômicos com maior incidência dessa violação de direitos.
Com essa integração, o grupo realiza o afastamento imediato de situações de trabalho infantil, além de encaminhar as vítimas à rede de proteção social, garantindo o acesso a direitos fundamentais e a serviços públicos essenciais.
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