Acre tem menos de 1% das bolsas do CNPq e aparece entre os estados com menor acesso no país
08/04/2026
(Foto: Reprodução) Acre tem menos de 1% das bolsas do CNPq
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O Acre está entre os estados com menor participação na distribuição de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com menos de 1% do total concedido no país.
A análise faz parte de um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), divulgado na última quarta-feira (1º).
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O estudo avaliou a gestão e os pagamentos das bolsas do CNPq, incluindo a regularidade dos repasses e os mecanismos de controle. Segundo o levantamento, o estado apresenta baixa presença em programas de fomento à pesquisa científica e formação acadêmica.
O cenário segue uma tendência regional: a Região Norte tem 54,8 bolsistas por 100 mil habitantes, abaixo da média nacional de 85,79, assim como o Nordeste, com 63,5.
Em contraste, o Sul lidera o ranking com 101,9 bolsistas por 100 mil habitantes, seguido pelo Centro-Oeste (100) e pelo Sudeste (98,1), todos acima da média do país.
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Nesse contexto, estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais concentram uma parcela significativa dos benefícios.
Além disso, esse padrão também acompanha a maior presença de universidades públicas e centros de pesquisa nessas localidades.
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Conforme a CGU, os números indicam menor acesso proporcional a recursos destinados à ciência, tecnologia e inovação
Enquanto Norte e Nordeste têm os menores índices proporcionais, Sul, Centro-Oeste e Sudeste concentram os melhores resultados, todos acima ou próximos da média nacional.
Em números absolutos, a diferença também aparece no total de bolsistas por região:
Região Sudeste: 83.211 bolsistas
Região Nordeste: 34.731 bolsistas
Região Sul: 30.517 bolsistas
Região Centro-Oeste: 16.283 bolsistas
Região Norte: 9.515 bolsistas
Outro ponto destacado pelo relatório é a concentração institucional. Dos mais de 170 mil termos de concessão ativos no país, cerca de 76% estão vinculados a apenas 100 instituições. A maioria dessas bolsas está em universidades e órgãos públicos, com participação mínima de instituições privadas.
O levantamento também aponta que grande parte das bolsas está voltada à formação inicial, como iniciação científica e iniciação científica júnior, que somam mais da metade dos benefícios ativos.
O documento também identificou falhas nos sistemas de verificação, como dificuldade de cruzamento de dados com outros órgãos públicos.
Acre tem menos de 1% das bolsas do CNPq
Herivelto Batista/MCTIC
Segundo a CGU, isso pode abrir margem para inconsistências, como acúmulo indevido de bolsas ou pagamentos fora das regras.
Como recomendação, o órgão sugere maior integração entre bases de dados e reforço nos mecanismos de controle, com o objetivo de garantir mais eficiência e transparência no uso dos recursos destinados à pesquisa no país.
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