Aluna denuncia abuso sexual após assistir palestra sobre cuidados com o corpo em escola no Acre
02/06/2026
(Foto: Reprodução) Equipes da Sejusp falaram sobre ações de prevenção à violência contra crianças e adolescentes
Crislei Souza/Sejusp
Uma estudante, de 10 anos, denunciou ser vítima de abuso sexual após assistir a uma palestra sobre cuidados com o corpo em uma escola em Manoel Urbano, no interior do Acre. A palestra faz parte do Projeto Pequenos Brilhantes e foi ministrada na última sexta-feira (29). (Veja detalhes abaixo)
Após o fim da apresentação, a menina procurou um policial que estava na palestra e fez a denúncia. A equipe policial acionou imediatamente o Conselho Tutelar e a Polícia Civil para iniciarem as apurações.
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👉🏼Contexto: Estupro de vulnerável é um crime previsto no Código Penal Brasileiro e consiste na prática sexual com pessoas incapazes de consentir validamente sobre a relação, como crianças e pessoas com deficiência (PCDs). É um crime de natureza grave e de ação penal pública incondicionada.
Conforme apurado pelo g1, a palestra que encorajou a denúncia tinha como foco explicar sobre abuso sexual e como identificar os sinais. O delegado Thiago Parente explicou que o caso está sob sigilo, mas confirmou que foi aberto um inquérito policial para apurar o relato.
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Por meio de nota, o Conselho Tutelar ressaltou que em casos como esse são adotados protocolos de acolhimento imediato e escuta protegida da criança por profissionais capacitados, aplicação de medidas protetivas de urgência cabíveis para garantir o distanciamento do suposto agressor e a segurança da vítima.
Aluna procurou um policial que estava na palestra e denunciou o caso
Crislei Souza/Sejusp
Além disso, é feito o encaminhamento imediato do caso à Polícia Civil e ao Ministério Público para a devida investigação criminal e inclusão da vítima e de sua família em programas de apoio psicológico e social junto ao Creas e ao SUS.
"Reiteramos que a escola e as ações do Maio Laranja configuram-se como espaços fundamentais de conscientização, permitindo que as vítimas rompam o ciclo de silêncio", diz parte da nota.
Palestra
A palestra integra o Projeto Pequenos Brilhantes, da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Ação ocorre nos 22 municípios do estado. Em Manoel Urbano, o projeto percorreu três escolas e contemplou cerca de 750 alunos.
Ainda durante os sete dias de ação, os alunos participaram de palestras, orientações e atividades sobre respeito, disciplina, também prevenção à violência e bullying.
Palestra orientou crianças e adolescentes sobre cuidados do corpo e como identificar sinais de abuso
Crislei Souza/Sejusp
Segundo um relatório divulgado pela Polícia Civil do estado, que reúne informações referentes a 2024, 2025 e 2026, com dados parciais contabilizados até 31 de março deste ano. Rio Branco é a cidade com mais registros de estupro contra crianças e adolescentes em todo o Acre, com 11 casos.
Além disso, os municípios de Feijó, com seis casos, e Epitaciolândia, com três casos de estupro contra crianças e adolescentes, seguem como as duas cidades com mais ocorrências registradas. Já em Manoel Urbano, não houve registro do crime no período do levantamento, que foi até março deste ano.
Em relação a estupro de vulnerável, os dados mostram que após a capital, os municípios de Tarauacá, com 13 casos, e Cruzeiro do Sul, com dez registros, tiveram os maiores índices. O estudo ainda mostra que foram registradas 27 ocorrências de estupro contra crianças e adolescentes no período.
Acre registra 27 casos de estupro contra adolescentes no 1º trimestre de 2026
Veja como denunciar casos de violência infanto-juvenil:
Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato;
Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes;
Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
Qualquer delegacia de polícia;
Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;
Ministério Público;
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