Caso Pedro Vilchez: Polícia aguarda laudo para saber se corpo encontrado há 2 meses era do aposentado
22/05/2026
(Foto: Reprodução) Pedro Vilchez sumiu de casa em 18 de janeiro após sair para comprar refrigerante em Rio Branco
Reprodução
A Polícia Civil aguarda o laudo de necropsia para concluir se uma ossada encontrada há dois meses é do aposentado Pedro Vilchez, de 87 anos, que desapareceu em 18 de janeiro. A família reconheceu as vestimentas do idoso nos restos mortais e o material é analisado.
Ao g1, o delegado responsável pelo caso, Leonardo Ribeiroda, Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), explicou nesta sexta-feira (22) que ainda não é possível saber se o corpo encontrado em estado de decomposição era do aposentado e nem as causas da morte.
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O corpo não estava enterrado e, assim que a Polícia Civil chegou ao local, disse que as roupas localizadas eram semelhantes às vestimentas usadas pelo idoso: calça jeans, blusa e chapéu branco.
"Estamos aguardando o laudo do Instituto Médico e do exame de DNA para saber a causa da morte. Só vamos saber [identidade do corpo] com o laudo, a investigação que ocorreu foi no sentido de localizá-lo. Quanto à ossada, não tinha nenhum indício que indicasse um homicídio", disse Ribeiro.
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Quando o corpo foi encontrado a família foi ao IML e fez o reconhecimento. Os restos mortais foram entregues aos parentes de Pedro Vilchez, que fizeram o velório e enterro.
À época, devido à exposição do caso, os familiares não divulgaram o local do velório. Ainda nesta sexta, o diretor do Instituto Médico Legal (IML), Mário Sandro Martins, destacou que a identificação cadavérica deve ocorrer em até três meses. O prazo termina no próximo dia 20 de junho.
Os procedimentos periciais também buscar identificar se a morte ocorreu por causas naturais ou violentas.
Idoso desaparecido
Pedro Vilchez era aposentado, morava em Boca do Acre, no Amazonas, com a filha e veio para capital acreana em outubro do ano passado em tratamento de saúde. Contudo, em 18 de janeiro, ele saiu dizendo que ia até um comércio do bairro comprar refrigerante para o almoço da família.
A polícia acredita que o idoso se perdeu e que, por isso, não soube como retornar para casa. Foram feitas oitivas e, como não tinha indícios de crime, o trabalho foi focado em obter informações para localizá-lo.
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À época, o delegado Pedro Paulo Buzolin disse à Rede Amazônica Acre que todos os relatos de pessoas que teriam avistado Vilchez acabaram não se confirmando. O major Ocimar Farias, do Corpo de Bombeiros, ressaltou, na época, que todos os esforços foram aplicados às buscas.
"Usamos cães farejadores e um veículo aéreo não tripulado (Vant), que é uma aeronave utilizada em operações de monitoramento de áreas sensíveis", disse. Contudo, sem novas pistas, os bombeiros suspenderam as buscas nos ramais e estradas.
No dia 4 de fevereiro, bombeiros voltaram à região do Ramal do Mutum para uma nova varredura a pedido da polícia, mas não acharam pistas. Além disto, na quarta (18), quando fez dois meses do sumiço do idoso, a família falou sobre a angústia em não ter notícias do paradeiro do aposentado.
VÍDEOS: g1