Homem de 78 anos que transportava metais em canoa desaparece no AC e família relata aflição: 'Sem saber o que fazer'
10/02/2026
(Foto: Reprodução) Salvino Gomes de Azevedo desapareceu enquanto transportava metais em canoa no Rio Juruá
Um homem identificado como Salvino Gomes de Azevedo, de 78 anos, está desaparecido desde a última quinta-feira (5), após sua canoa sumir nas proximidades da Ponte da União no Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre. O homem trabalhava com reciclagem e levava metais na embarcação.
A família registrou boletim de ocorrência na sexta-feira (6). Segundo o subcomandante em exercício do 4º Batalhão do Corpo de Bombeiros, Rosenildo Pires, a guarnição fez buscas superficiais e mergulhos na região, utilizando um ímã devido aos metais, mas a vítima não foi encontrada. Conforme o protocolo seguido pelos militares, as buscas se encerraram às 17h do último sábado (7).
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“Durante toda a operação a guarnição indagou várias pessoas que ali trabalhavam ou se encontravam, todavia, não houve confirmação do afogamento por alguma testemunha ocular”, explicou.
Salvino Gomes de Azevedo, de 78 anos, sumiu na última quinta-feira (5) nas proximidades da Ponte da União, no Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul
Arquivo pessoal
O filho do idoso, José Gomes de Azevedo, soube de um vizinho que ajudou a empurrar a canoa a pedido do homem, que seguia no rio sentido à sua residência, ao lado aposto do manancial. “Moramos todos perto, e o nosso vizinho me falou que a canoa estava até a tampa de ferro, tinha metal até nas pernas do meu pai, a canoa estava carregada demais”, contou ao g1.
Já no começo da noite de quinta, um irmão de José foi quem sentiu falta do idoso e junto ao irmão, começou as buscas tanto na casa dele, quanto nas margens do Rio Juruá, sem sucesso. No dia seguinte, amigos que trabalhavam na região contaram como foram os últimos passos de Salvino.
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“Meu amigos disseram que o viram atravessando até o meio do rio, mas foram almoçar e quando olharam para as águas, já não o encontraram mais. Tenho medo, pois a canoa estava muito pesada e ele usava uma bota sete léguas, o que dificultaria ele nadar se fosse preciso”, disse.
O filho do homem explicou ainda que apesar de ter cinco filhos, Salvino era viúvo e morava sozinho. “Meu pai sempre viveu às margens do Rio Juruá, onde fazia o trajeto de travessia diariamente, já era acostumado. Ele aprendeu a nadar desde pequeno e era muito independente” complementou.
Dias difíceis
A família vive a preocupação por conta do desaparecimento, mas, mesmo após o fim das buscas, ainda não perdeu as esperanças de encontrá-lo com vida. “A gente fica sem saber o que fazer, até pensamos em ir atrás dele no rio, mas estava dando 12 metros [de profundidade] e seria muito perigoso, sobretudo devido aos balseiros no rio”, explicou.
Ainda segundo José, os dias sem resposta têm sido os piores da sua vida. “Não tenho conseguido trabalhar pois fico olhando pro rio, e não gosto nem de pensar, é complicado demais passar por isso”, relatou.
O filho do homem desaparecido também relembrou o aniversário de Salvino, comemorado em julho e que, no ano passado, foi celebrado com uma festa em conjunto para o idoso, ele e uma filha, já que eles fazem aniversário com poucos dias de diferença.
“Era um momento de festa, pois juntava o aniversário de nós três e era uma alegria. Tanto eu quanto a minha filha éramos muito apegados om meu pai. A minha menina ainda está chorosa, e disse que viu meu pai aqui na varanda de casa, todos já choramos muito com essa situação”, lamentou.
Idoso trabalha com materiais recicláveis e transporta cargas na embarcação
Arquivo pessoal
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