Jovens que entregavam tijolos em construção são sequestrados e mortos com tiros na cabeça no Acre
13/03/2026
(Foto: Reprodução) Daniel Dourado de Souza, de 22 anos, foi encontrado morto em uma área de mata em Rio Branco
Arquivo pessoal
Daniel Dourado de Souza, de 22 anos, e Gustavo Bezerra, de 17, foram mortos com tiros na cabeça em uma área de mata ao lado da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, na noite dessa quinta-feira (12).
As vítimas trabalhavam em uma cerâmica e entregavam tijolos em um canteiro de obras do conjunto habitacional quando foram sequestrados e mortos. Ninguém foi preso pelo crime até a manhã desta sexta (13).
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Segundo a Polícia Militar (PM-AC), uma equipe foi acionada pelo Centro de Operações Policiais Militares (Copom) para verificar uma denúncia de possível sequestro envolvendo dois trabalhadores.
Ainda de acordo com a PM, as vítimas foram abordadas por vários homens armados e levadas do local. Ao g1, a família de Daniel confirmou que ele e o outro rapaz foram fazer a entrega por volta das 17h30.
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Enquanto descarregavam o material, moradores da região chegaram e pediram os telefones das vítimas. Após terem acesso ao conteúdo dos celulares, os criminosos sequestraram as vítimas e levaram para outro local.
Ainda conforme a família, Daniel morava no bairro Betel e se mudou de Feijó para a capital recentemente em busca de trabalho.
Buscas na região
A polícia informou ainda que, durante as primeiras diligências no conjunto habitacional, as vítimas não foram encontradas no endereço informado. Ao se deslocarem a outro endereço, encontraram os corpos dentro de um matagal.
A área foi imediatamente isolada para preservação da cena do crime e trabalhos periciais.
PM-AC foi acionada para averiguar possível sequestro de trabalhadores
Deyvi Chessmon/Arquivo pessoal
Segundo o Serviço de Antendimento Móvel de Urgência (Samu), as vítimas foram executadas com tiros na cabeça. Ainda segundo a equipe médica, não foi possível identificar a quantidade de disparos que cada vítima levou.
Uma médica do Samu falou com a imprensa no local do crime e explicou que os corpos já estavam rígidos.
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