Nível do Rio Envira começa a baixar no interior do Acre

  • 06/04/2026
(Foto: Reprodução)
Nível do Rio Envira começa a baixar em Feijó O Rio Envira começou a baixar em Feijó, interior do Acre, e saiu da da cota de alerta, que é 11 metros. No início da noite desta segunda-feira (6), o manancial marcou 10,90 metros. Conforme a Defesa Civil Muncipal, o manancial passou a apresentar vazante no último sábado (4) após transbordar pela terceira vez no ano na última quinta-feira (2), quando atingiu 12,27 metros. A cota de transbordo é de 12 metros. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Ainda segundo o órgão, nenhuma família precisou sair de casa e ir para abrigos. Contudo, uma família ficou desalojada, ou seja, saiu de casa para ficar com familiares, mas já retornou para a residência. Feijó é um dos municípios inserido no decreto de emergência publicado nesse domingo (5) pelo governo do Acre. Moradores seguem em casa em Feijó mesmo com enchente do rio Reprodução O decreto cita emergência de nível 2 e abrange as cidades de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá, Plácido de Castro, além de Feijó. O coordenador da Defesa Civil de Feijó, sargento Adriano Souza, explicou que o manancial chegou a 12,30 metros e atingiu 30 residências na área urbana. Durante o fim de semana, as equipes do órgão levaram água potável e cesta básicas. "Levamos para as famílias dos bairros Terminal, Aristides, Areal, Centro e do hospital. Cerca de 30 cestas básicas e 30 galões de água mineral foram distribuídos", destacou. Ao todo, 12 comunidades indígenas e famílias ribeirinhas foram atingidas, somando aproximadamente 1,5 mil pessoas. Desse total, mil pessoas são indígenas, conforme dados repassados com base na Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Governo decreta situação de emergência em seis cidades devido às cheias O rio já havia transbordado duas vezes somente em 2026, e também registrou enchente no fim de 2025. Entre as comunidades ribeirinhas afetadas pelo novo transbordamento, está a Aldeia Paroá-Central, que abriga indígenas da etnia Huni Kuin, onde os moradores perderam mais de 10 mil pés de banana com a cheia em dezembro do ano passado. Conforme a Defesa Civil, foram atingidas as seguintes localidades: Bairro do Hospital; Bairro Aristides; Bairro Terminal; Comunidade Estirão da Benção (Alto Rio Envira); Aldeia Paroá Central; Xina Beña; Boa União (Baixo Rio Envira) e Novo Paraíso. Nova cheia do Rio Envira atingiu 1,5 famílias indígenas no interior do Acre Defesa Civil de Feijó LEIA MAIS: Rio Envira transborda pela terceira vez no ano e atinge 80 famílias indígenas no Acre Com quase 60 famílias em abrigos, nível do Rio Juruá começa a baixar em Cruzeiro do Sul Enchente do Rio Envira destrói plantações de banana em comunidade indígena no Acre Mais de 10 mil pés de banana perdidos Em dezembro de 2025, a água invadiu a parte da frente da Aldeia Paroá Central e as plantações. Imagens do órgão municipal enviadas ao g1 à época mostraram o campo de futebol e algumas plantações tomados pelas águas. Ainda segundo o coordenador, as águas chegaram à distância de 10 metros para chegar às residências dos indígenas. Naquele mês, mais de 90 famílias indígenas foram atingidas pela enchente. "O roçado deles está debaixo d'água. Falaram que plantaram dez mil pés de banana e perderam tudo. A gente foi lá fazer um levantamento das necessidades, da quantidade de famílias que moram nas redondezas.", destacou à época o coordenador do órgão, sargento Adriano Souza. VÍDEOS: g1

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/04/06/rio-envira-sai-da-cota-de-alerta-em-feijo-e-familias-comecam-a-retornar-para-casa.ghtml


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